Traves

Há um limite para a aceitação da hipocrisia no meio conservador? Certo é que o hipócrita é melhor que o apologeta do mal, que sob a lei do consenso torna nobre toda conduta anti-natural e maligna. Mas o quão gravosa tem de ser sua conduta para ser rejeitada como evangelismo?

Quão conservador pode ser um homossexual que promove a lei natural enquanto seus impulsos são anti-naturais? O quão sinceramente conservador pode ser um pedófilo, um pornstar, uma meretriz e um PSDBista? Um ladrão pode condenar o roubo com sua boca e continuar roubando?

Ainda é preferível dar oportunidade a quem não busca oportunidade, ao sujeito que se constrange, se humilha e tem mais tempo de experiência na luta contra os instintos que neófitos inconstantes em busca de fama. Os oportunistas percebem a inspiração de religiosidade evangélica no meio conservador, buscando a fortuna do público de pastores ex-viciados, ex-drogados que lotam igrejas. Paralelamente tornam-se líderes no meio conservador os cuja autoridade vem da expectativa da extrema perversidade ter se tornado extrema santidade, mas converter-se ao conservadorismo sem converter-se a Deus não deveria ser causa alguma de heroísmo.

De trave em trave o conservadorismo acabará cego, condenando esquerdistas de iPhone e adorando o predadorismo sexual do machismo secular. Ao Estado cabe cumprir Romanos 13, perseguindo o mal e premiando o bem, e não há nada conservador em buscar um estado mínimo tão fraco que não interfira na atividade do mal.

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