Dialeto

Discutir intervenções militaristas legais com quem não vê mal em intervenções paramilitares ilegais sob o manto revolucionário é atividade Sísifa. É dever reconhecer que para o dialeto adversário, não se trata de golpes militares em Cuba, Venezuela, Vietnã, Rússia, China e tutti quanti, e sim revolução, só é golpe quando o adversário usa meios democraticamente legítimos para depor seus “ex”-terroristas quando esses procuram se sustentar eternamente no poder.

Isto posto, nenhuma estatal do período militar foi revogada pelos que hoje usam o fascismo como insulto, estando todos os esquerdistas hoje gozosos com a herança fascista de outrora e isso serve como grande prova que o fascismo do nosso período militar é de sua tradição anti-liberal. Que se insulte anti-fascistas de fascistas enquanto se dorme abraçado com a CLT é coisa que só um esquerdista pode fazer.

Nisso, me disponho a comentar que o movimento anti-político brasileiro soa como o descrito no livro “Mob” de Ann Coulter, por essa razão descreio que se bem sucedida não dê em outra coisa que não um período de terror à brasileira (onde se passará a praticar o socialismo privatizado e o estado pela ordem virá roubar em nome do coletivo como sempre) mas me é divertido que as promessas de direitos feitas para a manutenção do monopólio do poder de esquerda tenha criado um batalhão de cidadãos embriagados de falsas expectativas e pensamento mágico de auto-ajuda que se voltaram contra o seu criador.

Essa doutrinação, que hostiliza o embarque de idéias não só saudáveis como justas, que deixou a nação sem saída nem mesmo enfeite estatístico (sempre haverá um pior e um melhor estatisticamente, desconsiderando outros valores) de crise em crise irá desfazer economicamente o país e cada solução de esquerda trará mais miséria a menos que por sorte uma argumentação jusnaturalista liberal-conservadora contra o populismo jurídico de direitos humanos passe a existir como opção política e universitária, dando finalmente a solução da crise a quem sobreviver.

Até lá, discutir intervenção militar é o menor dos problemas e soa razoável em face de que todas as instituições democráticas (especialmente em relação à democratização do erário) foram dominadas e precisam ou de reforma ou de demolição.

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