Monopólio

O messianismo político do Brasil não é culpa somente dos eleitores, mas da própria natureza apocalíptica presente na Constituição de 88, que promete o paraíso a ser alcançado pela via governamental em detrimento de reconhecer, humildemente, que políticos são falíveis e errantes e devem ser limitados por sua natureza humana corrupta. Misturando no documento auto-ajuda com direitos naturais camuflados de humanos, é inviável a existência de políticos não ambiciosos com o erário sendo que os agentes políticos ganham status de messias na medida que prometem milagres à canetada, cuja pureza cumprirá a lei a benefício de todos. Infelizmente, a lei está do lado do brasileiro mas contra a realidade, trata-se meramente do brasileiro deixando-se dominar pelo pensamento mágico do idólatra.

O Brasil bem vê a ganância empreendedora que não é mistério, mas confia na ganância do poder político. Não imagina que aquele que distribui gratuidades para aumentar seu domínio sobre o bolso e a vida dos outros, possui o poder de terminar empresas à canetada por puro bias, seja ele ambientalista, trabalhista ou tributário, e senta-se com os empreendedores como chefe dizendo o que estes devem fazer ou serão punidos, são nada menos que os maiores fãs do sistema misto, responsáveis pela corrupção estando conscientes disso, torna-se fácil fazer red-herring culpando o empreendedor em busca de sobrevivência a um ambiente legalmente hostil como se este fosse o Satanás no deserto quando o político se assenta seguro em seu trono exercendo monopólio total sobre a vida das pessoas. E enquanto essa mentira colar, sobra maneiras de ganhar dinheiro com o mínimo de esforço, até lá, culparão o SUS mas não o criador deste poder de tomar vidas.

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