Ladrão

É possível, ao que identifica o fictício da realidade, se refratar de uma relação de dependência com o artista musical, escapando da influência e intimidade com este, tomando a música como assistir um épico filme de terror estando a salvo na platéia. Um ouvinte secular se relaciona de forma diferente do cristão com a música, cristãos produzem músicas eternas que contam um relacionamento puro e sincero, já no metal estariam todos na cadeira elétrica se houvesse o mínimo de sinceridade ou ausência de hipocrisia.

Apesar do kantismo esteticista de subgrupos adolescentes, o metal tem se proposto a se identificar com o mal, tornando-se crentes no ideal maniqueísta necessário à percepção da objetividade moral, assim se fazendo esculturas eclesiásticas de demônios góticos vivos que assombram o mundo, representam um desvio do relativismo, mesmo que creiam nele em seu íntimo, ao representar as figuras más de pinturas cristãs. Enquanto isso o cristão, procurando eliminar as pegadas da aparência do mal no mundo acabará criando um inferno colorido onde ninguém acredita que o demônio exista e está no comando.

O white metal pode ser como uma música de amor tocada em um death metal, mas o metal é famoso por propor guitarra no gênero dos outros e tomá-los para si, e ladrão que rouba ladrão merece 70 vezes 7 de perdão.

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