Da Advocacia

Minha decisão pessoal de não adentrar no cartel dos advogados parte da premissa: Pode o cristão advogar?

Sim e não, a resposta depende de uma melhor análise, afinal um cristão pode ser um soldado, mas poderia ser soldado na Alemanha Nazista?

Por isso, aos que decidirem pela advocacia deverão sabem que estão excluídos do legislativo e da política em geral, advogar é estar impotente quanto à lei injusta e é no fabrico das leis onde os possuídos pelos espíritos dos demônios tem combatido os possuídos pelo Espírito procurando estorvar a vida do justo e legislar em favor do roubo, da inveja e da acídia, destruindo as instituições criadas por Deus, confundindo a lei natural e relativizando a virtude com o vício. Com leis que miram o mal, o advogado cristão não pode usá-las para fazer a justiça e o bem, e estará forçado ao cumprimento da injustiça mundana para seu sustento, servindo a ídolos enquanto aquece bancos de igrejas oferecendo louvor impuro.

Mesmo os que pensam em infiltração devem observar o exemplo de Bonhoeffer e Karl Barth em não terem se infiltrado na Igreja Nazista, e sim optado pela dissolução, infiltrados estivessem, seriam chamados de cristãos nazistas. Como o Brasil não é um país democrático, onde a Constituição de 88 é uma constituição que legislou a direita fora do debate político e só há partidos de esquerda a quem votar, como somos economicamente fascistas com corporações, sindicatos e associações reguladoras que combatem a independência profissional, estamos sim em um país mussolinesco onde o que é considerado um meio de vida é nada mais que a profissão do mal.

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