Concorrente

Pouco se atem ao fato de que se o SUS fosse perfeito, seria o fim da iniciativa privada na área da saúde. Assim, o Estado, logicamente, é concorrente direto do livre mercado, e com o uso malicioso da linguagem de direitos, expande seu domínio e usa todo seu peso contra os fornecedores livres e torna o lucro pelo cumprimento eficiente socialmente mal visto: “se saúde é um direito, porque você me cobra por ele?”. A propaganda ideológica assim, é legalizada, não pode haver candidato de direita que não sofrerá com a idéia de que estará tomando direitos conquistados à séculos.

O sucesso do Estado em áreas que não são sua competência significa o desemprego de toda uma indústria baseada na concorrência que sustenta o sonho do gratuito estatal, idéia fortíssima quando aliada ao patrão humano e popular eleito por votos em dissonância ao patrão exigente dono do negócio que não o merece. O socialismo assim se impõe debaixo de nossos narizes como alternativa ao livre mercado enquanto sustentado por ele, causando do último um esforço desumano para pagar pela utopia, esforço que cria uma geração de eleitores revoltados com o capitalismo. Nessa insistência em coexistir e competir, o Estado socialista, que não passa de uma fazenda orwelliana, é implantado como negócio do povo, aos aplausos daqueles que serão os primeiros a ser exterminados.

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