Generosidade

Ao ignorar a meritocracia, o socialismo transformou a caridade em um sistema legal de dever e obrigação, e assim cria-se um estímulo à preguiça. O que não pregam é que até para ser receptor de alguma caridade há de se ter algum mérito em recebê-la. Ao institucionalizar uma política discriminatória sob a justificativa da generosidade e não da justiça, o donatário passa a ter um dever com aquele que encontra-se, por infortúnio ou desígnio ao qual o donatário não causou (exceto sob o marxismo), em mal estar econômico, sob a pena de infringir-lhe um direito, e assim projeta dois males, o de ignorar a causalidade e consequência e punir o saudável economicamente e tornar a falência em uma forma de obter lucro, tal raciocínio é injusto.

O próprio Cristo exigia fé daqueles que curava, compadecendo-se primeiro e ajudando depois, e não estendeu sua ajuda material à todos os homens, apenas à aqueles de quem compadecia, mesmo quando multiplicava peixes e pães. Jó padeceu os males econômicos por uma necessidade de enriquecer-se espiritualmente, o próprio salmista insinuava que Deus não faria padecer um justo de fome. Ao colocar a sua mão demoníaca sob a divina em busca de domínio e controle sob a ordem do mundo, o socialista assina sua sentença ao inferno.

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