Território

Como esperar que um povo respeite a propriedade privada se não respeita a sacralidade do próprio corpo? Conhecendo que as regras do território do sagrado foi expandido para as possessões simples dos indivíduos até que o próprio templo virasse seu próprios corpos, a negação pessoal da castidade só é possível quando voluntariamente se ignora a guarda moral, erigida por séculos pela religião, das barreiras das próprias possessões: se o corpo é “gratuito, público e de qualidade”, também é a riqueza que ele criou e possui, eis o socialismo no sexo contra a privatização do corpo pelo contrato do casamento, onde o feminismo transformou o marido em explorador burguês. A tentação do prazer imediato do consumo sexual é a mesma do consumo de possessões  do welfare, se a religião estorva a ansiedade do primeiro, estorva o segundo.

Ao libertário basta ignorar que há muita gente que discorda dessa moral na cadeia ou furtando legalmente através do governo recebendo welfare, afinal pretende criar leis ignorando um povo que as siga, permanecendo ingênuo quanto à sagrada moralidade individual que fundamenta os conceitos principais de um livre mercado.

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