Trouxas

O cristianismo brasileiro freia na esperteza, o que pensaria as pessoas de um inocente que pagou a pena do culpado voluntariamente? O que diriam da viúva que deu seu último tostão tomando o lugar do donatário, ou do rico que vendeu tudo o que tinha para ser pobre? Ações que não surtem efeitos positivos e soam tão auto-destrutivos quanto o martírio tendem ao irracional. O cristianismo sempre beirou à loucura aos olhos dos outros, e no Brasil sempre será coisa de “trouxas” não importando o quanto de arte mundana se use para vendê-lo a quem não quer comprá-lo, o real significado da atitude cristã sempre esteve oculto da razão dos oportunistas e pragmáticos, da sabedoria mundana, afinal, dar um tesouro terreno pelo eterno é um investimento que contraria toda a filosofia do bem imediato que entesoura a vida temporária, essa que a morte no tardar da noite levará em seu bolso quando todos estiverem dormindo, filosofia muito bem aproveitada por políticos e demais parasitas que descobriram no furto tributário uma escada social sem os desconfortos do trabalho. O ato cristão confronta toda a ansiedade de viver em um paraíso terrestre, do materialismo comum de toda utopia, é por isso que o cristianismo é uma espada que corta entre as trevas e a luz, e é um impeditivo à convivência.

O verdadeiro cristão sempre irá ser chamado de ignorante injustamente por aqueles que o admitem como o mais racional dos homens, e até mesmo os cristãos terão problemas em reconhecê-lo e simpatizar com ele. O erro todavia, não está com ele.

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