Clausura

Foge aos juristas que as prisões historicamente foram meios e não fins à punição, que a prisão já existe como uma maneira de agir sem violência ao preso pois é inspirada no monastério cristão onde o monge em clausura se arrepende de seus pecados. A punição prisional, que já teria a seu favor ser educativa e redutora da violência, tanto ao criminoso e ao afastá-lo de continuar praticando seus crimes quanto ao seu futuro sócio, é criticada por um modelo que premia o criminoso com um spa norueguês onde fazem greves de fome por não terem o console de última geração, fazendo assim que a vítima que vive de aluguel pague a despesa do hóspede.

Fato é que a criminalidade é cultural, desde cedo o discurso de robin hood da esquerda, de resolver os problemas econômicos assaltando quem tem dinheiro através do Estado, as virtudes lulescas de alpinismo social sem esforço, são a norma daquilo que se entende por identidade brasileira, e sobrando em defesa do esforço a aristocracia burocrática, que estuda afim de serem marajás sustentados pelos tolos que não passaram em concursos que aprovam os mais esquerdistas, e assim não mais se esforçarem até o fim de suas carreiras onde descansarão ainda mais em suas aposentadorias. Em um país que tem isso como exemplo de esforço, jamais se veria um Steve Jobs, mas teria um Fernandinho Beira-Mar.

Se uma jornalista em dez minutos enlouquece a esquerda porque desta vez o criminoso é a vítima, o provocado contra o provocador, o que dizer do todo do pensamento esquerdista e seu aparato jurídico e universitário? Dez minutos em um jornal não são nada contra milhares de salas de aula em amor à Foucault e aos terroristas que fazem parte do governo. Os ensaios jurídicos que justificam o crime pela ostentação da vítima e desigualdade social são em muito maior número que a mera compreensão do mal feito da vítima em exceder-se na legítima defesa.

Talvez faria valer o recurso da reinserção social se o governo não dificultasse a própria inserção, seria razoável se o empreendedorismo não fosse coisa de pessoas que já possuem dinheiro para pagar ao governo pela culpa de produzir riqueza, se as qualificações exigidas aos empregadores não impedissem as pessoas de trabalhar, mas com isso e como as cadeias estão sucateadas mais pela ausência da pena de morte que pelas locações,permitindo o bullying dos mais perigosos professores do crime com os menores, o que sobra é uma sociedade que é colada pela injusta violência e desconfiança um do outro, enfim, a fraqueza dos laços sociais só tendem a favorecer o aumento do poder estatal.

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