Existência

É observável que o número de homens conservadores tem se multiplicado em maior número que mulheres, tanto que as mulheres que aderem à uma postura conservadora tem tratamento heróico, com justiça: Conservadorismo no meio feminino é difícil, porém não por culpa, as qualidades femininas são uma tendência à espiritualidade, serem mais críticas ao racionalismo, mais propensas à intuição, contudo caem na rede do feminismo, nova era entre outros modismos sentimentais antes de ganharem maturidade intelectual, tal assédio não passa o homem, cuja tentação é aquiescer a ser alvo, afim de ser eleito a perpetuar a espécie.

Também o relacionamento é de difícil início, ao cristão é proposto o dever de se desviar das tentações do mundo, é mais do que natural uma retração instintiva,  devido ao cuidado e zelo em face de flertes, afinal, muito mais tempo passa o cristão desviando-se das investidas do mundo. Essa auto-defesa infelizmente pode levar a um bloqueio severo o que leva à imaturidade, não é pouco o número de cristãos que por serem mal sucedidos, caem no rancor.

O conservador cristão também não distribui confiança gratuitamente, além de que por mais que o outro seja conservador, talvez não seja tão conservador o suficiente, havendo várias chances ao conflito e nova ruptura. Uma mulher ou homem meramente adaptado às práticas da igreja não basta, se não demonstrado o quão longe irá seu amor a Deus, se é capaz de colocá-lo genuinamente sobre todas as coisas, se é capaz de vivê-lo com a mente e coração, se já faz parte de sua íntegra personalidade e tornou-se impossível o retorno. O casamento é entre duas pessoas, mas a ligação é com uma terceira, na figura de Deus, se o prazer de Deus não é o objetivo do relacionamento, na santificação das partes, na comunhão mútua na causa maior do Reino, a idolatria faz-se servir a dois senhores, e logo o casamento se dissolve pois aquilo que é sagrado é distanciado.

A solução felizmente não está no mundo, se essa vida é passageira, e a verdadeira é a eterna, porque se incomodar com as dores passageiras? Qual o interesse de ser o passatempo do fim de semana de alguém? Ser objeto de lazer semanal? Os cooptados pelo mundo traem fácil, machucam, são egoístas e neles ninguém confia nada permanente como a construção de uma família, que é o preparo altruísta a trazer mais um membro para a família humana, e por mais que haja boa vontade eles são incorrigíveis, as famílias seculares declinam-se na falta de propósito e fazem milhões de infantes vítimas, o destino do mundo ainda é a solidão insolúvel só ocupada pelo divino, o amor é substituído pela idolatria ao falível, por isso a intensa busca pelo prazer e afeto a ocupar essa dor, e se o prazer não agrada o Bem, então não é genuína alegria, não espanta que a busca pelo prazer caia no sadomasoquismo. Nós, por milagre, não sofremos solidão e sabemos que o Mestre nos ama e está conosco. O que nos preocupa é a promessa de má fama, de anormalidade, de fracasso, algo no qual Deus muito se alegra, pois nosso testemunho nisto comprova-se verdadeiro.

Então agradeçam a esse paraíso sexual chamado Brasil que corrompeu a todos desde a mocidade e deixou-nos sem opções, se em plena teocracia judaica a mulher virtuosa era uma raridade, um dom de Deus, um milagre, que dirá nós em uma Roma onde somos jogados aos leões, tendo nossa sobrevivência dificultada, se não vivermos com discrição? Orgulhe-se em ser partícipe da dor de Deus que nos colocou aqui para sermos um milagre de carne e osso em um mundo que acredita que nossa existência é tão impossível quanto a existência do sagrado.

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