Acostumou

Ainda confunde-me ver pregarem a vadiagem feminina enquanto cobram que o homem se comporte como uma vestal, o ativismo de moças mimadas pelos pais querem levar a bolha parental que as protegem do mundo às ruas, calando a boca de qualquer que minimamente incomode a “paz” de seus ouvidos, para concretizar isso, estão dispostas a acabar com a paz de todo o resto. Assim, as protestantes nuas na rua jamais poderão ter a beleza elogiada, pois um “oi, boneca”, “oi, linda” é sensivelmente proporcional ao onanismo público e à passada de mão que ocorre no ônibus, de um momento, o flerte foi colocado no mesmo saco de assédio sexual, é “rape culture” sendo capaz de constranger as valentes, pois nada mais intimidante que receber cantada daqueles que elas discriminam constantemente pela falta de aparência, sucesso sexual ou fortuna: o feio, o virgem e o pobre são desqualificados ao debate, resta saber se a penalidade é proporcional ao hormônio do dia.

As ativistas vão ter de caçar outra causa para manter sua relevância numa sociedade que já atendeu as demandas justas e satisfez a mulher, não sei, espaço ocupado pelos homens no transporte público (sempre ele, velho fetiche) talvez? Problemas de primeiro mundo, a mulher que tem de andar 10km por água levando seus filhos nas costas continua sem ativistas para ajudá-la a carregar os baldes, isso é dever masculino.

É nessa hora que é hilário observar que as brasileiras pouco se importam ao que ocorre nos meios do feminismo moderno, a mulher comum do brasil não só acostumou-se ao pornográfico do dia a dia, como agradece na TV a fama recebida pelo seu corpo. Seria no mínimo divertido ver as vadias revolucionárias em um baile funk.

Já o Cristianismo, se abomina a ausência de castidade de ambos os sexos, não vê no flerte um crime, e na sua vertente anglicana continua tendo como chefia uma rainha, alheia a tudo isso que a plebe reclama, por isso o feminismo é natimorto na Inglaterra.

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