Números

Mas afinal qual é a virtude da família tradicional?

Quando notarem que perderão a guerra dos números, de perpetuarem as suas gerações, transmitindo e construindo riqueza e poder para que seus filhos excedam seu potencial e façam o mesmo, afim de seu nome durar séculos e milênios como a semente de Abraão, os seculares descobrirão que não basta pregar que darwinismo é verdadeiro, mas que estão agindo contra sua própria sobrevivência tentando justificar-se nas falhas de sua própria incapacidade de relacionamento, causada pela cultura anti-cristã que criaram. A esses de duro coração, só serve o divórcio, a adoção de seus filhos acidentais espalhados pelo mundo pelo Estado, e a extinção. E os aderentes do casamento tradicional, coisa que nem os romanos e gregos achavam conflito, em cada vez mais se tornando uma atividade puramente cristã, os evangélicos e pastores discriminados como tolos e retrógrados, sobreviverão.

Eis que daí a promiscuidade, seja homossexual ou hétero, que se baseia no consumo do outro, como qualquer produto capitalista, é um mal, liberado pela liberação sexual, pois o relacionamento é a entrega, não um fim em si mesmo, se tornando uma atividade egoísta que vitimiza o caminho da vida, a prosperidade e as futuras gerações sob o altar do prazer.

Também é notável que a mulher, praticante do feminismo, diminui o homem como animal sem auto-controle que se fornece à chantagem de justificá-la em troca de favores sexuais, quando não o consegue fazer ao homem casto, que não se permite dominar, é capaz de atribuir-lhe homossexualismo, por crer ser o domínio próprio um comportamento anti-natural. É por isso que a persuasão de argumentos pornográficos, e o machismo que daí deriva, são alienígenas ao cristão, porém tem servido ao homem secular.

Ao Estado, que vê nas famílias uma competição de poder, percebe que desestruturá-la pode ser mais beneficioso que prosperá-las, afinal, sua natureza totalitária não pode permitir qualquer outra aliança estranha ao seu controle, seja à igreja, à escola, e ao outro. Quando a aliança ao Estado é a única aliança que sobrar, o controle total será facilitado, é mais fácil dominar iguais que diferentes, e o Brasil continua sendo meramente uma fazenda gigante, onde leões e veados são obrigados a conviver.

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