Usurpar

Na matéria dos tiranos é de se notar que não só suas cabeças devem ser sempre decapitadas, afim de evitar que alguém sinta-se incentivado a assumir seu posto, e mesmo assim nada no mundo é mais tentador, mas também que seus decretos devem morrer com eles. O líder político que cai no crime idealizado pelo marginal universitário não é diferente de um assassino ou ladrão comum, e sua pena deve ser similar, mesmo que o tente legitimar o furto por meio da política, dando-lhe o nome de tributo, e assim positivando Deus para fora da ontologia normativa e usurpando o trono divino, todo tirano é um usurpador. O problema de quando se decapita o tirano, mesmo que de 4 em 4 anos, mas permite-se que suas vontades permaneçam, é que aquilo que se assemelha à lei se transforma no tirano, levada a cabo por homens sem moral e sem cabeça, eis o positivismo.

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