Natural

A tentativa de subtrair da natureza alguma norma e valor separado de um Criador falha quando se descobre que a natureza se importa tanto com o holocausto como se importou com a extinção dos dinossauros, se animais não tem deveres nem direitos, o homem quando se rebaixa a comparar-se com o reino animal também se subtrai de deveres morais e de direitos, sendo mero animal de fazenda para cultivo de governos totalitários, incapaz de vencer a morte estando preso nos instintos e necessidades da carne.

Nisso o determinismo genético deixa o vácuo para o niilismo, a natureza porém, assim como o homem, foi criada com um propósito, e somente um ser inteligente pode atribuir valor à eventos naturais e portanto criar normas, sendo a busca pelo Direito a busca por essa mente criativa. Assim, o pecado do homossexualismo é tão pecado anti-natural quanto o da promiscuidade sexual, razão de sua boa aceitação entre fornicadores nascidos da revolução sexual, pois fere a meta dada pelo Criador. Do gene sozinho não se extrai que algo é moral ou não, apenas que algo é, mas se tivermos em mente a vontade criativa, é possível extrair o como deveria ser. Do gene se observa o homem natural e algumas qualidades e defeitos contingenciais, o homem que nasce deficiente, com nariz diferente ou outra coloração de pele não é menos homem, mas o homem não pode nascer ao mesmo tempo mulher ou macaco, um homem branco não pode nascer ao mesmo tempo negro, que são contradições lógicas, quando se coloca o desejo sexual na área dos contingentes, é esse o erro que se comete na tese do novo homem que usa da própria busca pelo ideal deformado como exemplo da observação científica, não sendo longe de dizer que imaginam no homossexual um mutante, um homem novo, a família nova os x-men.

É até possível dizer que o reconhecimento da existência de leis é moral, e o Direito nasce da busca pelo que é lei e o que é violência que não obriga a consciência, mas quando o Direito vira um bem em si mesmo preso no positivismo jurídico, onde há a norma pela norma, a violência ordeira legislada torna-se a único bem ante a violência caótica, mas ambas são idênticas por não possuirem fundamento moral, sendo o caos legislado não mais moral que o caos anárquico, apesar de acidentalmente adotarem partes da lei natural para sustentar a ordem social. Quando se fala em lei natural aplicando por violência as limitações da mente humana no lugar da mente criadora, usurpam o trono e autoridade que são somente de Deus, e portanto, caem no pecado da tirania.

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