Exercício

Quando o Estado trocou o Direito de dever-ser para dever-ter deram um nova noção para o chamado negócio jurídico, novas leis e artigos criam mais empregos, seções e escritórios que negócios econômicos, ninguém fica mais feliz com novas leis que bacharéis de Direito e advogados ávidos à sugar o pagador de impostos e receber novas demandas, motivação suficiente para lotar os cursos de Direito. A Justiça brasileira passou a ser o dever do Estado-Nação suprir a demanda popular e seu direito à felicidade, mas não obstante o primeiro direito à felicidade imediatamente conquistado, aquele não prescrito na lei, é o do burocrata ao seu emprego e seu “lucro”, razão de criticarem legislações e países onde são completamente e justamente desnecessários. O único exercício mental contra a arrogância dos concurseiros é imaginá-los em países civilizados lavando pratos onde essas leis que lhes elevam o ego inexistem.

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