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No banco dos réus da deturpação histórica do cristianismo medieval estão os protestantes, isso é inegável. Mas a deturpação se justifica não só no aspecto meramente político, devendo por bem ser considerada também uma extensão do descontentamento e da desconfiança que genuinamente emana da fé. Mas existe nisso a necessidade de estipularmos dois momentos distintos da Reforma: o primeiro, eminentemente vinculado à Igreja de Roma e que pressupõe não a ruptura, mas a tentativa luterana de renovação do trato católico dos assuntos espirituais; segundo, a expansão de movimentos independentes à própria Reforma, por esta também considerados movimentos heréticos e contrários ao espírito cristão – e pelos católicos também considerados movimentos reformados. Se estamos a falar da mera dissidência, o critério analítico da reforma sofre de um estigma simplificador incompatível com a natureza conciliatória do início reformista, ainda que se tenha a ruptura completa em Calvino e Knox. Disso, considerar a…

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