Mega

A virtude daquele que que luta pela incidência tributária sobre a atividade eclesiástica é reconhecer o imposto como fórmula punitiva e desincentivadora, mas pára por aí. Justificar o tributo como maneira de controlar a sede do mau pastor aparentemente não conhece que o mesmo fardo taxativo recairá ao bom pastor, forçando o mesmo à adotar às táticas do primeiro ou desaparecer. Eis a estratégia anti-cristã em ação, como só sobrarão pastores vorazes por dinheiro, tirando o entusiasmo dos vocacionados, justificariam criminalizar a profissão como charlatanismo no futuro. E aquele cristão, cujo espírito de justiça apóia essa estratégia visando eliminar os maus pastores, acaba criando ainda mais aquilo que deseja combater.

E ora, acreditar que Deus é mega-sena ou gênio da lâmpada é culpa inescusável a quem conhece a figura do Cristo crucificado e recai sob o mesmo tipo de imprudência que é deixar a porta de casa aberta quando sair, a vítima procura a confirmação de suas idiossincracias de uma autoridade, que conhecendo disso, farejará a oportunidade e receberá o incentivo financeiro. No Brasil, onde até Deus é requerido que pague imposto, o Estado além de ter uma carga que toma o dinheiro dos pobres, ainda procura ser cúmplice de pastor bandido.

Anúncios