Linha

Rebeliões civis no oriente médio, armadas por desarmamentistas democratas, nos mostram que os tiranos não foram enterrados no século passado, que a tirania é um mal que sempre estará presente na sociedade, e um drama da segurança pública é que ao armar aquele que serve para proteger e se desarmar logo em seguida, não faz os protetores anjos incapazes de causar mal, pessoas que por pertencerem aos filões do estado estarem acima do cidadão, sendo o civil visto como eticamente inferior. Nisso se nota que os republicanos sempre apostaram na superioridade tecnológica que possuem ao tratar dos dilemas diplomáticos, mas acabaram deixando o cidadão impotente caso haja um risco caseiro. A própria busca por aumento de segurança oficial pode deixar em risco a segurança.

A revolução francesa, de todos os males um não foi, a de chamar o soldado de citoyen armée, ou cidadão armado. Na sociedade americana, tal qual a espartana, a linha entre civil e militar é curta e por segurança deve-se encurtar mais ainda, os meios de legítima defesa não estão presas aos meios tecnológicos. É de se temer que o policial seja requerido andar de metralhadora na rua, enquanto ao cidadão é requerido desarmar-se. A maior razão de alguns soldados, que não impossível podem cair em loucura, não roubarem um tanque ou jato de guerra e correr a cidade atirando nas pessoas, é que estão cercados de pessoas também capazes de dirigirem tanques e jatos.

No caso da América Latina, podem achar algo extraordinário a existência de um tirano, mesmo em face de que os que circulam o poder sejam em sua maioria ex-guerrilheiros homicidas, mas os latinos favorecem a liberdade estatal de acordo com a personalidade caricata do líder de estado, e o dilema é que homens não somente são falíveis em vida, como até mesmo os justos falecem, e o próximo a desfrutar dessa grande liberdade e poderio diminuindo as liberdades e poderio do povo pode não ser tão caricato, que há anos estamos criando condições para a vinda desse grande tirano nas universidades nos revela que talvez o Anti-Cristo não esteja tão distante no tempo. Hoje em dia já desfrutamos do genocídio silencioso através de políticas de aborto, de leniência e apoio à facções do crime, e já não espanta ninguém hipnotizado pela figura do líder.

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