Fronteira

Assentado sobre os confortos e seguranças de uma sociedade capitalista, o progressista não está sob os perigos do homem da fronteira, é que para o segundo o desarmamento significaria a total exposição aos perigos ambientais, falar de desarmamento para o pioneiro puritano soaria como uma insanidade imbecil, sua vida cheia de riscos e em isolamento em fazendas, com o perigo constante de sua família e propriedade ser atacada por coiotes, índios, soldados britânicos e bandidos não permitiria tal assimilação irracional, é somente quando assentados sobre alguma estabilidade é que se pode demandar que o Estado promova uma segurança onipresente, aumentando seu poder coercitivo tornando dificultosa qualquer tentativa de tiranicídio, razão pela qual a constituição americana prevê o miliciamento popular.

Na mente do progressista, os direitos naturais mudam quando o homem sai da vida selvagem e fronteiriça e entra em uma nova natureza, a civil, e essa é a tormenta da tese dos direitos naturais liberais puramente seculares, o problema é que uma sociedade em estado selvagem como a brasileira não se adapta à cultura progressista universitária do primeiro mundo que vive entre iPads e Starbucks, que já muito faz em ser a causa da corrosão moral social ao degradar a moralidade cristã, soltando o mundo dos instintos e paixões que causam o crime, a violência irracional. Assim, sobra ao indefeso civil apenas o direito de ser morto civilizadamente diante do bárbaro superior.

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